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    Por AlvoCom

    05 dez 2024
    2 min
    71

    Estudo demonstra que gelo do Ártico pode derreter antes do esperado

    Estudo publicado em publicação especializada traça cenário catastrófico para o próximo período de 9 a 20 anos; redução nas emissões de gás carbônico podem frear previsão. O estudo é da Nature Communications

    Os principais meios de comunicação do mundo ontem ficaram alvoroçados. E não é para menos: estudos feitos pela Nature Communications comprovam que o degelo do Ártico, que se falava que demoraria décadas ou no máximo um século, pode estar mais perto do que parece. As previsões são de especialistas da Universidade de Gotemburgo e da Universidade do Colorado.

    A respeito do assunto, o fotógrafo sueco Christian Åslund tem um trabalho admirável que mostra como as mudanças climáticas estão afetando o Oceano Ártico. Em seu site oficial, ele recriou algumas imagens do início do século passado ao revisitar os locais entre 2022 e 2024. As informações são do site Olhar Digital (O gelo do Ártico pode derreter bem antes do que imaginávamos – Olhar Digital)

    A transformação da paisagem é assustadora. O lugar onde as fotografias foram tiradas é Svalbard, um conjunto de ilhas que fica em um território ártico norueguês.

    Os registros de Åslund comprovam na prática algo que os cientistas vêm alertando há um bom tempo: o aquecimento global está derretendo as nossas geleiras. Qualquer pesquisador sério afirma que, no atual cenário, a situação é quase irreversível.

    Probabilidade e modelos de computação

    O estudo apontou que o derretimento total do gelo marinho da região pode acontecer já no verão de 2027 – ou seja, dentro de 3 anos.

    • Essa é a previsão mais pessimista (mas ainda assim com possibilidade real de acontecer).
    • Na média, a maioria das simulações indicou que esse dia sem gelo pode ocorrer dentro de 9 a 20 anos após 2023.
    • Para chegar a esses números, os cientistas utilizaram modelos de computação com Inteligência Artificial.
    • A máquina entregou milhares de cenários e os pesquisadores selecionaram um total de 300, que eles afirmaram ser os mais realistas.
    • Eles explicam que o mundo já alcançou todos os eventos necessários para fazer o gelo derreter.
    • Isso só não teria acontecido ainda por que esses fatores não ocorreram em uma determinada ordem.
    • O aquecimento das correntes oceânicas vem afinando a camada de gelo ano a ano.
    • Mais frágil, ela está mais suscetível a quebrar, sobretudo com as recentes ondas de calor.
    • Para os cientistas, o dia sem gelo no Ártico não é mais um “se” e sim um “quando”.

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